terça-feira, 19 de setembro de 2017

SOLA KILIM NA BITCHITA DIZ QUE PRS É RESPONSÁVEL PELO BLOQUEIO NO PAÍS


O candidato a liderança do Partido da Renovação Social (PRS), Sola Kilim Na Bitchita, diz que o PRS é também responsável pelo bloqueio que o país vive há mais de dois anos

Sola que falava, esta terça-feira (19), fez a afirmação numa entrevista exclusiva á Rádio Sol Mansi (RSM) sobre os ideais que norteiam a sua candidatura a liderança dos renovadores, avança, no entanto, que embora a maior responsabilidade do PAIGC mas o PRS também não pode fugir das suas responsabilidades.

“Naturalmente enquanto uma força política enquanto cidadãos e enquanto instituição partidária tem uma responsabilidade porque não pode ser inibido desta responsabilidade e o PRS está a ser representado com 41 mandato no parlamento. Por isso mesmo que se tenha uma clareza e abertura franca e chamarmos a responsabilidade de cada um dos actores políticos não chegaríamos onde nós estamos”, sustenta.

Questionado caso for eleito presidente do PRS o que fazer para desbloquear o país da situação em que se encontra desde o ano de 2015, Sola aponta a capacidade do diálogo honesto, a concernência em resolver os problemas, a inteligente.

“Não temos de negociar com a clareza porque todos nós somos guineenses quem tem a culpa deve ser apontado a sua culpa e ser responsabilizado da sua culpa e isso deve ser uma situação clara”, diz.

Já sobre a sua candidatura, Sola Kilim na Bitchita explica que a linha central assenta no reforço do partido “o que quer dizer reforçar a estrutura de base do partido criando as condições da base do partido correspondente a base do estatuto do partido o que significa fortalecer o partido de base ao topo, porque nenhuma casa se constrói sem alicerce”.

“Entendemos que a estrutura do partido deve ser mais forte, mais bemosba estruturado mais bem dinâmico, coerente e capaz de trabalhar a nível de estrutura de base para garantir o funcionamento do partido de base ao topo. E outro aspecto mais importante é tornar o partido mais dialogante e ser influente na Politica Nacional, para permitir a partir de Diálogo Nacional viabilizar o país porque todos nós sabemos em que Estado estamos no momento”, sustenta.

Sola afirma ainda que a falta de diálogo é o impulsionador da actual situação em que o país se encontra.

“Eu acho que estou em condições de tirar o país da actual situação e falar com quem que seja com honestidade, com clareza, com coragem”, admite.

O congresso do PRS deve ter lugar de 26 a 29 de Setembro corrente. Para o caabargo do presidente do partido também concorre Alberto Nambeia, presidente cessante.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Luciano Carlos Jalo/ Conosaba

ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE PRIVADA EM CONFRONTO COM POLÍCIA


Os estudantes da universidade Benhoblô e a direcção da escola desentenderam, esta terça-feira (19), devido a reivindicação que os estudantes estavam a fazer para reivindicar melhores condições de ensino. O confronto acabou com a intervenção da Polícia da Ordem Pública

Os estudantes reivindicam também melhores qualidades dos professores e incluindo estágio aos estudantes do curso de enfermagem e da medicina geral.

Adélcia Sambu, porta-voz dos alunos de universidade Benhoblô, disse aos jornalistas que os estudantes, este ano lectivo, não estudaram o ano lectivo completo mas sem justificação prévia.

Os estudantes dizem, no entanto, que o ministério da educação confirma que desde o fecho da universidade em 2010 as notas não estão a ser informadas no ministério.

Na sequência do confronto com a polícia, os estudantes de Benhoblô exigem a demissão do administrador da universidade que o acusam de abuso de força e de autoridade.

Os estudantes que ameaçam manter os portões da universidade fechada, se a situação prevalecer, exigem igualmente a demissão da secretaria da escola e presença do reitor da universidade que se encontra em Alemanha.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos/radiosolmansi com Conosaba

Imagem: Bíbia Mariza Pereira

ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PÚBLICOS DA GUINÉ-BISSAU CANCELAM GREVE


Os órgãos de comunicação social públicos da Guiné-Bissau cancelaram a greve de três dias, que deveria ter início hoje, depois de terem chegado a um entendimento com o Governo.

Depois de negociações, chegámos a um entendimento. O Governo comprometeu-se a afetar alguns meios que achamos indispensáveis para o funcionamento dos órgãos de comunicação social", disse Francisco Indeque, presidente do sindicato que representa os jornalistas e técnicos de comunicação social da Radiodifusão nacional (RDN), televisão da Guiné-Bissau (TGB), jornal No Pintcha e Agência Noticiosa da Guiné (ANG).

Segundo Francisco Indeque, o Governo comprometeu-se a atribuir duas viaturas para transporte de pessoal à Televisão da Guiné-Bissau e à Rádio Nacional, bem como 10 computadores à Agência Nacional da Guiné-Bissau e jornal "No Pintcha", e ainda a instalação de Internet naqueles órgãos de comunicação social.

"O material deverá ser entregue nos próximos 30 dias", disse Francisco Indeque, salientando que caso não seja recebido os jornalistas voltarão a fazer greve.

O sindicato que representa os jornalistas e técnicos de comunicação social da Radiodifusão nacional (RDN), televisão da Guiné-Bissau (TGB), jornal No Pintcha e Agência Noticiosa da Guiné (ANG) tinha anunciado uma greve de três dias para reivindicar equipamento para aqueles órgãos de comunicação social do Estado guineense, mas também um ajuste salarial e formação, entre outras reivindicações.

Conosaba/Lusa

SANTOS SILVA CONSIDERA "INACEITÁVEIS" DECLARAÇÕES DE EMBAIXADOR DA GUINÉ-BISSAU


O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considerou hoje as declarações do embaixador da Guiné Bissau sobre a revisão do acordo de transmissão da RTP e RDP "inaceitáveis".

Foram atribuídas ao senhor embaixador da Guiné-Bissau declarações que são inaceitáveis. O senhor embaixador já foi chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e teve oportunidade de esclarecer que não foi isso que disse, ou que quis dizer, e, portanto, o incidente está resolvido", disse o ministro em Nova Iorque.

O embaixador da Guiné-Bissau em Lisboa acusou ontem as autoridades de Portugal de "um desprezo quase canino" face à ausência de respostas a propostas para negociar o protocolo de transmissão da RTP e RDP naquele país.

"Houve um desprezo quase canino, permitam-me a expressão. Nós somos um Estado, não somos outra coisa qualquer", disse o embaixador Hélder Vaz, acrescentando que "quando se pretende espezinhar o Estado da Guiné-Bissau e colocar o país na situação de ter de ceder por ser país mais pobre, estamos a afrontar o povo da Guiné-Bissau".

No seguimento destas declarações, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chamou hoje o embaixador ao Palácio das Necessidades para prestar esclarecimentos.

"O que o senhor embaixador nos disse foi que, na opinião dele, tinha havido uma deturpação das palavras e que as palavras que lhe tinham sido atribuídas não tinham sido as palavras que tinha proferido, ou pelo menos não era essa a intenção. Portanto, a explicação está dada", disse Augusto Santos Silva.

Para o ministro, "o importante" é que Portugal tem "vários programas de cooperação" com o país e quer "continuar e aprofundar esses programas."

"Um deles diz respeito a área da comunicação social: A Guiné-Bissau fez-nos chegar a sua vontade de rever o protocolo e o Ministério da Cultura, que tem a tutela da comunicação social, já manifestou disponibilidade para analisar esse processo. Evidentemente que há condições para que essa revisão seja efetiva e a condição básica é que as emissões da RTP África e da RDP África sejam repostas", explicou Augusto Santos Silva, que está em Nova Iorque para participar na Assembleia Geral da ONU.

Conosaba/Lusa/

EMBAIXADOR DA GUINÉ-BISSAU ACUSA PORTUGAL DE ""DESPREZO QUASE CANINO"



O embaixador da Guiné-Bissau em Lisboa acusou hoje as autoridades de Portugal de "um desprezo quase canino" face à ausência de respostas a propostas para negociar o protocolo de transmissão da RTP e RDP naquele país.

"O que há é apenas a suspensão das emissões no quadro da ausência de resposta a várias e várias iniciativas para o diálogo e para a revisão do acordo" que regula a transmissão da RTP e RDP usando os meios das estações públicas da Guiné-Bissau, disse o embaixador Hélder Vaz, à margem de uma cerimónia, em Lisboa, para assinalar os 44 anos da independência.

"Houve um desprezo quase canino, permitam-me a expressão. Nós somos um Estado, não somos outra coisa qualquer", acrescentou, dizendo também que "quando se pretende espezinhar o Estado da Guiné-Bissau e colocar o país na situação de ter de ceder por ser país mais pobre, estamos a afrontar o povo da Guiné-Bissau".

Em causa está a suspensão das emissões da rádio e televisão públicas portuguesas usando as antenas da rádio e televisão públicas da Guiné-Bissau, uma situação regulamentada por um protocolo entre os dois governos, que a Guiné-Bissau quer rever.

"As emissões [da RTP e RDP] não estão cortadas, estão acessíveis às pessoas, como outros canais, estamos a falar das emissões emitidas pelas antenas nacionais", disse o embaixador guineense, salientando que em Portugal a estação pública de rádio e televisão também não passa as emissões das suas congéneres guineenses e que "as emissões em território nacional são uma questão de soberania".

Questionado sobre onde está o impasse que tem arrastado esta situação, Hélder Vaz resumiu: "nós enviámos cartas, estamos a aguardar resposta, não sabemos onde está o impasse, terão de ser os senhores [jornalistas] a avaliar. Na primeira carta propusemos uma data e um local, na segunda disponibilizámo-nos para ser em qualquer lado, portanto digam-me os senhores onde está o impasse".

Sobre os profissionais da RTP e RDP no país, o embaixador garantiu que "não estão impedidos de trabalhar", uma vez que isso teria de ser feito através de um ato legal do qual não tem conhecimento.

Para Hélder Vaz, a questão resume-se à vontade do país progredir.

"Desejamos migrar para Televisão Digital Terrestre, temos uma estratégia, queremos dar passos em frente, queremos implementar uma estratégia sem sermos cerceados em nome da liberdade de imprensa, de maldades... não há maldades nenhumas, queremos é progredir enquanto país, como todos os outros", concluiu o diplomata.

A 30 de junho, o ministro da Comunicação Social guineense anunciou a suspensão das atividades da RTP na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.

O ministro justificou a decisão da suspensão das atividades da rádio e televisão portuguesas no país com questões técnicas.

Na semana passada, o primeiro-ministro guineense mostrou-se convicto de que a situação estaria ultrapassada até ao fim do ano.

Conosaba/Lusa

GRUPO DOS 15 DISSIDENTES DO PAIGC QUEREM ENTERRAR "MACHADO DE GUERRA" A BEM DA GUINÉ-BISSAU


O grupo dos 15 deputados dissidentes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) defenderam hoje que seja enterrado o "machado de guerra" e que seja iniciado o diálogo para sarar as feridas.

"Nós promovemos este encontro porque sabemos que o nosso partido está a atravessar uma situação extremamente difícil, temos desafios sérios pela frente e é preciso de facto agirmos para salvar o partido", afirmou o deputado Rui Diã de Sousa, que faz parte dos 15 deputados dissidentes do PAIGC.

Rui Dião de Sousa falava à Lusa à margem de um encontro que aquele grupo de deputados organizou para fazer uma reflexão sobre o partido, que celebra terça-feira o seu aniversário. O PAIGC foi criado a 19 de setembro de 1956.

"O objetivo é chamar a atenção dos militantes e dirigentes do PAIGC sobre a gravidade da situação e da necessidade de enterrarmos o machado da guerra", salientou.

O grupo dos 15, coordenado por Braima Camará, que ficou em segundo lugar na corrida à liderança do partido, que foi ganha por Domingos Simões Pereira, entrou em rutura com a direção do PAIGC, tendo-se juntado ao PRS no parlamento para chumbar o programa de Governo do então primeiro-ministro, Carlos Correia.

Carlos Correia substituiu no cargo Domingos Simões Pereira, que foi demitido de funções pelo Presidente guineense.

Na sequência da decisão, o PAIGC expulsou aqueles 15 elementos do partido por alegada infração à disciplina partidária.

"Penso que a manter-se este braço de ferro entre a direção do partido e seus militantes estaríamos a concorrer de forma a prejudicar mais e mais o partido", defendeu Rui Diã de Sousa.

Para Rui Dião de Sousa, a subsistir a crise no partido, o PAIGC pode perder as próximas eleições legislativas, previstas para 2018.

"O que nós queremos mostrar aqui aos participantes é que ninguém sairá bem deste braço de ferro, nem os 15, nem a direção do partido, nem o país. Não podemos dar-nos ao luxo de deixar o partido andar à deriva e depois irmos para a oposição e depois dizermos que é preciso unidade para enfrentar outros partidos que estão no Governo", salientou.

O grupo dos 15 é um dos signatários do Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, bem como a reintegração daqueles elementos no PAIGC, entre outros pontos.

O atual Governo da Guiné-Bissau, de iniciativa presidencial, não tem o apoio do partido do PAIGC, ganhou as eleições com maioria absoluta, e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem a um consenso para a aplicação do Acordo de Conacri.

Conosaba/Lusa

«OPINIÃO» A AGRICULTURA NÃO É BASE DA ECONOMIA GUINEENSE, MAS SIM É A ECONOMIA GUINEENSE. --ADULAI FATU


A Guiné-Bissau é um país que dispõe de todos os recursos necessários para uma boa produção agrícola, tendo em vista o recurso hídrico, os solos férteis, o clima favorável e sua topografia permitem que os pequenos agricultores explorem a sua propriedade sem problemas.

O governo diz que a agricultura é um sector prioritário, chave para o desenvolvimento do país, no entanto há uma grande contradição por parte dos nossos governantes no que diz respeito à pertinência deste sector, se nós temos o orçamento geral do estado que 90% do seu financiamento vem da agricultura, por que o governo disponibiliza menos de 3% do orçamento geral do estado para o mesmo sector que diz é de capital importância para o crescimento econômico.

Por tanto, cada vez mais as pessoas saem do campo para cidade, ou seja, o êxodo rural torna-se um fenômeno muito vigente no país levando o país a ter problemas graves como a densidade demográfica, o elevado índice do desemprego, a proliferação das doenças que antes não existiam nas cidades, porém se as autoridades competentes quiserem erradicar esses problemas deverão ver a agricultura como a partida das soluções assertivas e imediatas.

Deste modo, a descentralização administrativa pressupõe também o estimulo de as pessoas apostarem mais no campo ,e, de não abandonar os projetos  das zonas rurais por outras razões conhecidas, é obvio que todos os pais da nossa terra gostariam de ver os seus filhos a irem a escola, a ter as mesmas oportunidades que um filho de alguém que vive nas cidades tem, pois para resolver esses problemas o governo deve investir mais nas zonas rurais criar as escolas, os hospitais, disponibilidade de água nas lavouras, obras hídricas, por conseguinte teremos mais pessoas nas zonas rurais ao contrário do que temos hoje em dia.

As famílias guineenses que vivem da boa campanha da castanha de caju e os dinheiros arrecadados nessa campanha servem para o sustento das famílias durante cinco meses, mas pergunta-se será que não há possibilidade para as famílias produzirem outras culturas que serviriam do sustento durante sete meses que sobram?

Há uma série de cultivares que que poderiam ser desenvolvidas, tendo em vista o recurso disponível, isto é, investir na tecnologia e ciência seria um passo importante ao desenvolvimento do sector agropecuário. A cultura de café, soja, amendoim, batata doce, milho, arroz, mandioca, cacau poderiam ajudar os pequenos produtores a incrementar a mais valia, e, por que o ministério da agricultura não tem criado políticas da diversificação de produção?

Em vista disso, é muito ariscado produzir apenas uma cultura para sustentar a nossa balança comercial, como temos visto na produção de castanha de caju, no caso houver uma flutuação do preço desse commoditie a crise econômica irá nos afetar gravemente, é por isso que chegou o momento de o Ministério de Agricultura propor aos pequenos produtores as outras culturas de importância econômica.

Segundo o Rui Fonseca, encarregado da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) em Bissau, a Guiné-Bissau corre graves riscos de insegurança alimentar por não produzir outros produtos que antes produzia e exportava. A agricultura se encontra numa forma menos mecanizada com baixo nível tecnológico o que leva a ter pouca produtividade, fazendo com que os levam a sua vida no campo não puderam melhorar os seus empreendimentos agrícolas e ter o mesmo padrão da vida com as pessoas das cidades.

 A castanha de caju representa 85% da exportação feita no país, mas só que infelizmente vendemos mais bruto do que transformada o que contribui substancialmente para estagnação deste setor, todavia a transformação deste produto dentro do país amentaria mais valia para aqueles que produzem, a mão de obra e o crescimento da nossa balança comercial tenderão a aumentar.

A preocupação maior que o estado guineense deve ter nessa altura é como produzir os alimentos em quantidade e com qualidade sem comprometer a nossa biodiversidade, os nossos recursos naturais, sem poluir o ar, sem contaminar o solo e água.
O laboratório agrícola não existe ainda no país os pequenos agricultores têm reclamado que o estado não disponibiliza nenhum instrumento que possa ajudar os agricultores nas pesquisas de sementes, na análise do solo, na análise de água a ser utilizada nos campos de lavoura o que tem permito a ruptura do crescimento da nossa agricultura. O ministério da agricultura deve pôr os técnicos capacitados a disposição das aspirações, preocupações do pessoal do campo.
Esses técnicos deverão fazer a pesquisa da adaptação das culturas nativas em virtude da singularidade de cada uma das oito regiões que compõem o país, as atividades agrícolas pararam totalmente porque, nunca o governo soube colocá-las em primeiros planos e se tivesse essa área como alternativa para reduzir a fome, erradicar a pobreza teria criado as medidas promissoras.
As turbulências   no cenário político guineense influenciam drasticamente na estagnação do sector agropecuário, porque os investidores temem investir por conta dos riscos que são sujeitos, ou seja, em qualquer momento poderá ter acontecido alguma ruptura na nossa balança comercial. Outros problemas que também dificultam a circulação dos produtos agropecuários são infraestruturas logísticas como rodovias, hidrovias, ferrovias com as quais poderemos melhorar o escoamento dos nossos produtos, tanto no mercado nacional como também no mercado internacional.
A pecuária na Guiné-Bissau ainda se encontra num lugar menos privilegiado em comparação ao avanço que outros países do Mundo já conseguiram, não há inseminação artificial na reprodução dos animais, isto é, os pecuaristas não têm as raças dos animais mais rentáveis em termos de produção de leite e a carne, não há plantação de pastagens para alimentação dos animais dos pecuaristas, sem as quais dificilmente poderemos produzir a carne, o leite suficiente ao nosso mercado e vender o excedente ao exterior. Será que um país pode abastecer o seu mercado de carne se não tivesse a tecnologia e ciência?
A empresa pecuária brasileira é quase exclusivamente baseada no pasto, como componente-chave do sistema de produção, na verdade esse componente pode ser considerado a espinha dorsal do agronegócio da pecuária do Brasil e os avanços tecnológicos materializados e o aumento da base do conhecimento sobre pastagens nos últimos 20 anos como estupendos (DILERMANDO MIRANDA FONSECA, et al,2010).
É mais que certeza que o Brasil um dos países que mais produz a carne no Mundo não atingiu essa meta só por ter tido as terras aráveis, a boa condição climática, as boas pastagens, mas sim por saber conciliar todos esses fatores condicionadores com a pesquisa na tecnologia, ciência através dos agentes preparados a darem às respostas a demanda do mercado.

Anualmente o governo gasta entre 45 a 50 milhões de dólares na importação do arroz o alimento básico da dieta alimentar guineense e o consume anual é de 200 mil toneladas, no entanto o país produz apenas 100 mil toneladas.

Para tanto, o avanço desta área parte do pressuposto de criar todas as condições necessárias para que os agricultores familiares possam produzir sustentavelmente abastecendo o mercado nacional em vez, de continuarmos a importar o arroz da Ásia no preço muito elevado o que não é algo seguro ou não é do médio e longo prazo.

O projeto “mão na lama” montado por sua excelência presidente da república José Mário Vaz é de grande importância para as famílias guineenses, tendo em conta não sabemos dos processos que dão a produção do arroz que importamos.

Produção do arroz além de garantir a segurança alimentar pode também ajudar os pequenos produtores a criarem renda, alavancar a economia nacional através das receitas decorrentes do cultivo do arroz.

Para concluir, digo que a agricultura é berço dos outros sectores importantes na economia dum país, na medida que a agricultura vai se desenvolvendo os recursos proveniente dela vão sendo colocados no desenvolvimento das outras áreas como aconteceu nos países desenvolvidos e também nos países em vias do desenvolvimento, portanto a partida ao desenvolvimento da nossa nação começa indiscutivelmente na agricultura.